MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO

1. A Igreja, Corpo místico de Cristo, continua a missão do próprio Senhor que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida. Por isso realiza sua tarefa evangelizadora em espírito de comunhão e serviço.
2. A Igreja – comunhão é toda ministerial. Os ministérios existentes na Igreja exprimem a diversidade de dons distribuídos pelo Espírito Santo, em prol da edificação do Corpo de Cristo.
3. A Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo afirma que a missão da Igreja no mundo se realiza não só pelos ministros ordenados, mas também pelos fiéis leigos através do ofício, funções e ministérios não ordenados, que têm o seu fundamento sacramental no Batismo e na Confirmação. O termo “ministério” refere-se àqueles serviços ou funções eclesiais exercidos de modo mais estável e reconhecidos oficialmente como tais, através de uma ordenação (ministérios ordenados) ou de uma instituição (ministérios instituídos).
4. Entre os ministérios não–ordenados, destaca-se o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão. O Indulto Apostólico “Fidei custos” de 30 de abril de 1969, da Sagrada Congregação para os Sacramentos, regulamentou experimentalmente a administração da Eucaristia com a ajuda de Ministros Extraordinários e, a partir de 29 de Janeiro de 1973, através da Instrução “Immensae Christifidelis laici – João Paulo II 30/12/88.
5. O crescimento e a importância do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão – MESC na Igreja Particular de Manaus – Am, Área Missionária São Lourenço despertaram o anseio e a necessidade de orientações.
6. Somente o Bispo ou seus Delegados podem conceder a faculdade de Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. A escolha e aprovação dos candidatos é de competência e responsabilidade do Pároco, em comunhão com o respectivo Vigário Paroquial, seguindo as normas arquidiocesanas. O Pároco, após prudente escolha, envia para formação inicial – Curso de Formação para MESC – e posterior Rito de Envio.
7. Para a escolha dos candidatos, o Pároco deverá ouvir a Comunidade, consultando discretamente pessoas de sua plena confiança. A indicação dos candidatos poderá ser feita pelo Conselho Comunitário de Pastoral da Comunidade, guardando-se a discrição exigida pela caridade pastoral. No processo de indicação dos candidatos, tenha-se o máximo cuidado, em nome do respeito às pessoas indicadas e do bem da comunidade, de não divulgar os nomes dos candidatos, antes de sua aprovação definitiva.
8. Só podem ser admitidas ao Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão pessoas que preencham os seguintes requisitos:
a. Tenha sólida e profunda fé e devoção a Jesus
b. Tenha espírito comunitário comprovado, pela participação assídua nas missas e em outras atividades comunitárias, bem como pelo serviço pastoral aos irmãos e promoção da unidade;
c. Tenha grau de instrução religiosa capaz de exercer o respectivo ministério;
d. Goze de boa reputação na comunidade e, se for casado, mantenha vivência conjugal cristã;
e. Tenha disponibilidade de participar do curso inicial de formação e se comprometa a continuar a sua formação participando das atividades programadas para tanto, pela própria comunidade, Área Missionária e Arquidiocese;
f. Não sejam nomeadas pessoas que poderiam fazer do seu cargo ministerial meio de promoção pessoal ou de instrumentalização política;
g. O candidato seja previamente consultado, sobre a aceitação do ministério e, sendo casado, haja anuência do cônjuge e filhos.
h. Deve ser dizimista.
i. O candidato tem que ter 05 anos de experiência pastoral e casados na igreja católica
j. Tem que ter disponibilidade para servir na comunidade
9. A tarefa específica do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão consiste em distribuir a Sagrada Comunhão nas Missas, quando houver grande número de comungantes, bem como em levar a Eucaristia a pessoas impossibilitadas de participar das Missas em virtude de enfermidades e outras circunstâncias previstas pelas normas canônicas. Em comunidades que não contam com a celebração frequente da Santa Missa, os Ministros poderão distribuir a comunhão, fora da Celebração Eucarística, seguindo rito próprio, isto é, dentro de uma Celebração da Palavra. Em todos os casos, a aprovação do Pároco é indispensável para o exercício destas funções atribuídas aos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.
10. O MESC só poderá proceder a exposição do Santíssimo Sacramento com a licença do Pároco, para cada caso, não lhe sendo permitido dar “a bênção do Santíssimo Sacramento”.
11. O exercício do MESC se limita, ordinariamente, à Área Missionária São Lourenço. Para exercer o Ministério fora da Área Missionária São Lourenço, haja prévia licença do respectivo do Pároco. o Ministro é instituído sempre em vista de uma determinada Comunidade, na qual deverá ser engajado.
12. A faculdade de exercer o MESC é concedida por dois (2) anos, sendo possível ser renovada ou suspensa, quando houver razões válidas para tanto. Cabe ao Pároco antes da renovação, se julgar necessário, consultar o Conselho Paroquial de Pastoral. O MESC não é vitalício. A renovação pública do mandato será ser feita pelo arcebispo ou pessoa por ele autorizada, em ocasiões especiais do ano litúrgico que julgar mais adequadas, favorecendo a participação da comunidade. Deixará de exercer o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão o ministro que:
a. Deixa de participar de três (3) encontros formação.
b. Deixa de participar de três (3) reuniões consecutivas do ministério na sua própria comunidade.
c. Deixa de corresponder às necessidades pastorais, faltando aos deveres do ministério.
d. Abandona o ministério ou quer exercê-lo somente em ocasiões especiais.
e. Desacata os superiores responsáveis e desobedece aos regulamentos do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão.
f. Deixa de fazer a renovação, quando convidado para permanecer no ministério.
g. Mudar sua residência para outra Paróquia.
13. Ao administrar a Sagrada Comunhão, o ministro apresente-se, interna e externamente, de modo condizente com a dignidade do Ministério que exerce. O traje utilizado, ao desempenhar o seu ministério nas missas ou celebrações deve ser próprio, a fim de servir de sinal do MESC. Seguirá o modelo padronizado pela Área Missionária São Lourenço. Ao levar a sagrada comunhão aos enfermos, os ministros devem estar convenientemente trajados, sem a obrigatoriedade do uso do traje padronizado.
14. As espécies consagradas confiadas ao MESC para a Comunhão fora da Missa são de sua inteira responsabilidade, não lhe sendo permitido conservá-las em casa, nem confiá-las a outra pessoa não autorizada.
15. A formação permanente do MESC é, primeiramente, dever pessoal e da Área Missionária São Lourenço, mas também deverá ser subsidiada pela Setor Parque Dez e pela Arquidiocese. Antes de serem admitidos ao exercício do seu ministério, os candidatos sejam cuidadosamente instruídos em tudo o que diz respeito ao bom desempenho do MESC. É obrigatória a participação no curso de formação para novos Ministros, bem como no encontro anual ou retiro organizado pela Área Missionária São Lourenço, para os que já tiverem recebido o MESC. Haja regularmente reuniões de todos os ministros, promovidas pela Coordenação de Ministros para formação e organização do trabalho do MESC.
16. Na Área Missionária São Lourenço haverá o livro de registro dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, contendo seus dados principais. A Cúria Arquidiocesana fornecerá a carteira de identificação a ser preenchida pela Área Missionária São Lourenço

A) ORIENTAÇÕES PARA A DISTRIBUIÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO NAS MISSAS

a. O Ministro abrirá o Sacrário com respeito, fazendo a genuflexão, ao abri-lo e fechá-lo, a menos que esteja carregando consigo o Santíssimo Sacramento.
b. O Santíssimo Sacramento deverá ser sempre colocado sobre um corporal aberto.
c. Ao entregar a Comunhão deve apresentar a hóstia consagrada dizendo “o corpo de Cristo” e o comungante responderá “Amém”. Outras expressões não deverão obscurecer a realidade eucarística apresentada.
d. A comunhão deverá ser entregue na língua ou na mão, devendo ser respeitado o desejo do comungante. Orientem-se os fiéis sobre o modo correto de se apresentar à comunhão.
e. A respeito da comunhão sob as duas espécies, observe-se o disposto na Instrução Geral sobre o Missal Romano (nº 281- 287) ou no Diretório Litúrgico da CNBB.
f. Quando, ao distribuir a Comunhão, cair alguma partícula no chão. O Ministro deve juntar e servi-se dela imediatamente, se tiver caído da boca do comungante ou em lugar sujo. o Pároco orientará como proceder.
g. Se o ministro está com o Santíssimo nas mãos, não se faz reverência ao Presidente da Celebração, nem ao altar, nem ao Tabernáculo.
h. O Santíssimo Sacramento tem sempre a precedência. Nunca se deve levar o Santíssimo numa mão e ter a outra ocupada.

B) ORIENTAÇÕES PARA A COMUNHÃO AOS ENFERMOS.

a. Para levar a Sagrada Comunhão aos Enfermos o MESC deve usar traje digno, observando o já acima disposto.
b. As hóstias serão levadas na “teca”, guardada em bolsa própria. Durante o trajeto, o Ministro deve conservar uma atitude de respeito e oração e evitar encontros e conversas desnecessárias. Ao encontrar outras pessoas, tratá-las com simplicidade e espírito fraterno.
c. No caso de enfermos o MESC deve seguir o Rito próprio para a distribuição da Sagrada Comunhão aos enfermos, procurando partilhar, junto com o Pão eucarístico, o Pão da Palavra.
d. Durante a celebração, a teca deve ser colocada sobre o corporal, deve ser acesa ao menos uma vela e que haja para a purificação dos dedos um recipiente com água. Um outro copo com água poderá estar disponível, caso o doente necessite de um pouco d’ água durante a celebração.
e. Ao distribuir a Comunhão, se a partícula vier a cair, deve observar informação acima.
f. Se o enfermo não puder comungar a partícula inteira, o MESC deverá fracioná-la e, se for necessário, servi-la numa colher com água.
g. A água que o MESC purificar os dedos deverá ser jogado num vaso com plantas ou em lugar adequado, jamais no esgoto comum.
h. A teca, sempre que for usada e aparecerem fragmentos das partículas, deverá ser purificado. Recomenda-se cuidar para que pequenos fragmentos de pão eucarístico não se percam. A água poderá ser consumida. Para enxugá-la, deve ser usado o sanguíneo.
i. O sanguíneo e o corporal deverão ser lavados somente pelo MESC e a água será jogada conforme orientação dada acima.
j. Sobre o jejum eucarístico, o cânon 919 § 1º do Código de Direito Canônico assim prescreve: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer alimento ou bebida, excetuando-se somente água ou remédio, no espaço de, ao menos, uma hora antes da sagrada comunhão”, mas pessoas idosas e doentes, bem como as que cuidam delas, podem receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que a antecede” ( Cânon 919 § 3º)
k. Sobre a Comunhão duas vezes no mesmo dia, o cânon 917 do Código de Direito Canônico prescreve: “Quem já recebeu a Santíssima Eucaristia pode recebê-la novamente no mesmo dia, somente dentro da celebração eucarística em que participa, salva a prescrição do cânon 921 § 2º: mesmo que já tenham comungado neste dia, recomenda-se vivamente que comunguem de novo aqueles que já vierem a ficar em perigo de morte”.
l. Se sobrarem partículas levadas para a comunhão aos doentes, o MESC deverá devolvê-las à Igreja. Se houver poucas, o Ministro poderá consumi-las.
m. Cessando a impossibilidade da participação na comunhão dentro da própria Missa, o MESC deverá comunicar ao Pároco e deixar de levá-la à casa de quem a solicitou.

MINISTROS EXTRAORDINÁRIA DE SAGRADA COMUNHÃO / MESC – AMSL

Cooperador: Pedro Paulo Costa da Silva / E-mail: [email protected]
Coordenadora Leonora de Almeida Silva / E-mail: [email protected]
Vice Tania Maria Calixto Torre Silva / E-mail: [email protected]

COM. SANTO EXPEDITO

COORD: Maria do Socorro Matos
Ellen Amanda Lira Carvalho De Castro
Marinice Chagas de Souza
Oscarina Pereira Freire
Sandra Raquel de Sá Martins
Lúcio Pereira Freire

COM. IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

COORD. Marluce de Souza Viana
Tânia Maria Tavares

COM. SÃO PAULO APÓSTOLO

COORD. Tania Maria Calixto Torre Silva
Cirene de Souza Dias
Dameire Souza Campos
Edith Edna S. de Araújo
Fátima da Silva Melo
Glória Maria Franco Matos
Júlio Cesar Nogueira
Maria Aparecida Nogueira De Oliveira
Maria Célia Martins Alves
Maria Socorro Maia Bezerra
Milena Graça Pinheiro
Vera Lucia de Araújo Palmeira

COM. NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ

COORD. Leonora de Almeida Silva
Suely Guimarães da Costa
Milton Maia de Araújo
Raimunda Rodna Brito
Sebastião Falcão Ramos
Suzete Silva Ramos

COM. SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANA GALVÃO

Maria Silvia Pereira / Frei Galvão

RELAÇÃO DE MINISTROS DA PALAVRA

Roberval Castro da Silva / S. Expedito
José Santos de Araújo Junior / S. Expedito
José dos Anjos Costa / Imaculado
Agamenon de Assis Silva / São Paulo
Franco Lindemberg Paiva dos Santos / Rainha